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EUA negam cidadania após voto ilegal e caso acende alerta para eleições de novembro

Com novo pleito marcado para 3 de novembro, especialistas alertam que registros eleitorais indevidos e falsas declarações de cidadania podem comprometer processos migratórios

Crédito: Freepik
Crédito: Freepik

Da redação 

 

Um estrangeiro teve seu pedido de cidadania americana negado após as autoridades identificarem que ele havia se registrado para votar em Nevada, declarado falsamente ser cidadão dos Estados Unidos e participado da eleição presidencial de 2024. O caso, divulgado pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), serve de alerta para imigrantes que vivem legalmente no país, especialmente diante das próximas eleições americanas, marcadas para 3 de novembro de 2026.

Diferentemente de 2024, quando os americanos escolheram o presidente, as eleições deste ano serão de meio de mandato, com a renovação de todas as cadeiras da Câmara dos Representantes, de parte do Senado e a disputa de governos estaduais e outros cargos.

Segundo o advogado de imigração Murtaz Navsariwala, muitos estrangeiros desconhecem que possuir Green Card, pagar impostos e trabalhar legalmente nos Estados Unidos não garante o direito de votar nas eleições federais.

"Um imigrante pode viver há muitos anos nos Estados Unidos, ter residência permanente e cumprir suas obrigações legais, mas isso não lhe dá o direito de votar em eleições federais. O que parece um simples registro eleitoral pode se transformar em um problema sério, capaz de comprometer um pedido de cidadania e, dependendo das circunstâncias, até a situação migratória da pessoa", alerta.

O risco não está apenas no voto. Em alguns estados, o registro eleitoral pode ser oferecido durante procedimentos administrativos, como a emissão ou renovação da carteira de motorista. Uma declaração incorreta de cidadania americana nesses formulários também pode gerar consequências migratórias, mesmo que a pessoa não participe efetivamente de uma eleição.

Em agosto de 2025, o USCIS atualizou suas orientações sobre registros eleitorais irregulares, votos ilegais e falsas declarações de cidadania. Dependendo das circunstâncias e das exceções previstas em lei, essas situações podem levar à negativa da naturalização e até à abertura de procedimentos de remoção.

Com a aproximação das eleições de novembro, Navsariwala recomenda atenção redobrada aos documentos eleitorais, especialmente entre brasileiros que possuem Green Card ou estão se preparando para solicitar a cidadania americana.

"É fundamental entender que receber correspondência eleitoral ou ser convidado a se registrar não significa estar autorizado a votar. Quem identificar um cadastro indevido deve buscar orientação jurídica antes de tomar qualquer providência. Uma informação incorreta pode ter consequências que vão muito além daquela eleição", explica.

O advogado ressalta que a negativa de naturalização não implica automaticamente a perda do Green Card ou a deportação. Cada situação exige análise individual, considerando os documentos apresentados, as circunstâncias do registro e a legislação aplicável.

Para os estrangeiros que ainda não conquistaram a cidadania americana, o alerta é evitar registros ou declarações eleitorais sem antes confirmar sua elegibilidade, preservando a regularidade de seu histórico migratório.

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