Método DTTC ganha espaço em Salvador no tratamento da apraxia de fala infantil
Abordagem terapêutica foca no planejamento motor da fala e apresenta resultados positivos em crianças com transtornos motores da comunicação

Da redação
O DTTC (Dynamic Temporal and Tactile Cueing), conhecido aqui no Brasil como Método DTTC, vem se consolidando como uma das abordagens terapêuticas mais eficazes no tratamento da apraxia de fala na infância e de outros transtornos motores envolvendo a fala. Baseado em evidências científicas, o método trabalha diretamente o planejamento e a coordenação motora necessários para a produção da fala, indo além da repetição de sons isolados. A técnica utiliza pistas visuais, auditivas e táteis, além de intensa repetição e ajustes em tempo real, permitindo que a criança desenvolva movimentos mais precisos, funcionais e organizados para se comunicar.
Na Bahia, especialmente em Salvador, o método vem sendo incorporado de forma progressiva na Clínica Estímulos, à medida que profissionais ampliam a qualificação em transtornos motores da fala e aprofundam a formação em abordagens específicas como o DTTC. O processo inclui avaliação criteriosa e seleção individualizada dos pacientes mais indicados para a intervenção, garantindo segurança e maior efetividade terapêutica. A experiência de profissionais já especializados na área também fortalece a atuação das equipes multidisciplinares envolvidas no acompanhamento das crianças.
Os resultados observados com o DTTC têm chamado atenção principalmente em casos mais severos de apraxia de fala. Estudos e experiências clínicas apontam melhora significativa na precisão da fala, na inteligibilidade e na capacidade da criança de transferir essas habilidades para situações do cotidiano. Quando aplicado com intensidade adequada e continuidade terapêutica, o método pode proporcionar avanços mais rápidos e duradouros, contribuindo diretamente para a comunicação funcional e para a qualidade de vida das crianças e de suas famílias.
"Estamos falando de um método bastante estruturado, mas ao mesmo tempo dinâmico. Afinal, trata-se de uma intervenção que é adaptada conforme a resposta da criança durante cada sessão. Na prática clínica, observamos que exige dedicação tanto do terapeuta quanto da criança, mas os resultados costumam ser muito consistentes quando existe indicação adequada e acompanhamento especializado", destaca Tatiane Chagas, CEO da Clínica Estímulos.




