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Saúde

Saúde sexual pode ajudar a identificar sinais de atenção à saúde masculi

Especialista da Afya Salvador orienta sobre possíveis relações entre disfunção erétil e fatores de risco cardiovasculares e metabólicos

Crédito: Magnific
Crédito: Magnific

Da redação 

 

Alterações frequentes ou persistentes na função sexual podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde e, em alguns casos, funcionar como um sinal de atenção para fatores de risco cardiovasculares e metabólicos. Embora questões como estresse, cansaço e idade possam influenciar a vida sexual, mudanças recorrentes merecem atenção e avaliação médica.


 

A disfunção erétil é uma condição que pode estar associada a outros problemas de saúde. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia afirmam que aproximadamente 50% dos homens brasileiros acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil. Estima-se ainda que cerca de 16 milhões de brasileiros convivam com o problema.  


 

Segundo o professor da Afya Salvador e urologista, Adriano Caldeira, a dificuldade de ereção pode ser um dos primeiros sinais de alterações circulatórias, já que os vasos sanguíneos do pênis costumam manifestar problemas vasculares antes de artérias maiores, como as coronárias. "Nem toda dificuldade de ereção é consequência da idade ou do estresse. Quando ela passa a ser frequente ou persistente, pode indicar problemas como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e doenças cardiovasculares. A ereção depende de uma boa circulação sanguínea. Como as artérias do pênis são mais finas do que as do coração, elas costumam apresentar alterações primeiro. Por isso, mudanças na qualidade da ereção podem ser um importante sinal de alerta para a saúde do homem", explica o médico. 


 

A Sociedade Brasileira de Urologia aponta ainda que 59% dos homens, com idade entre 40 e 69 anos, já enfrentaram algum episódio de dificuldade de ereção, enquanto 12% convivem com a condição de forma recorrente. Além disso, dados de pesquisas epidemiológicas baseadas em registros do DataSUS apontam crescimento no número das internações e da mortalidade por doenças cardiovasculares na Bahia, nos últimos anos, sobretudo por infarto agudo do miocárdio. O cenário reforça a importância do acompanhamento da saúde e da identificação precoce de fatores de risco cardiovasculares.


 

Para o professor da Afya Salvador, a disfunção erétil também merece atenção nesse contexto. "A disfunção erétil pode surgir alguns anos antes de eventos como infarto e AVC porque o processo de obstrução dos vasos sanguíneos tende a afetar primeiro as artérias menores, como as do pênis. Por esse motivo, a disfunção erétil não deve ser encarada apenas como uma questão sexual. Ela representa uma oportunidade de identificar precocemente fatores de risco e iniciar medidas para prevenir complicações mais graves no futuro".


 

Ainda segundo o especialista, a saúde sexual deve ser compreendida como parte integrante da saúde masculina. "Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, dormir bem, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas que beneficiam tanto a saúde sexual quanto a cardiovascular. Por outro lado, sedentarismo, obesidade, diabetes, pressão alta, colesterol elevado, tabagismo e o uso inadequado de algumas medicações aumentam o risco de disfunção erétil. Cuidar da saúde de forma integral é uma das principais formas de preservar a função sexual ao longo da vida".


 

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