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Saúde

Setembro Amarelo: fibromialgia pode impactar na saúde mental de pacientes

Dor crônica, limitações na rotina e dificuldades relacionadas ao diagnóstico podem contribuir para o surgimento ou agravamento de sintomas emocionais

Crédito: Magnific
Crédito: Magnific

Da redação

 

A fibromialgia é uma condição de dor crônica que vai além do desconforto físico. A convivência contínua com a dor, a fadiga, as alterações no sono e as dificuldades de concentração pode afetar diferentes aspectos da vida dos pacientes, inclusive a saúde mental. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da saúde mental, o tema ganha ainda mais relevância, especialmente por reforçar a importância de um olhar integral para quem convive com a doença.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), ansiedade e depressão podem estar associadas à fibromialgia. Isso porque a síndrome envolve uma amplificação da percepção da dor e pode comprometer a qualidade de vida, além de estar relacionada a sintomas como fadiga, distúrbios do sono e alterações de memória e concentração.

 

Emanuela Pimenta, reumatologista da Clínica Ceder, explica que os impactos emocionais podem aparecer tanto pela própria convivência com a dor quanto pelas limitações impostas pela condição. Atividades cotidianas, trabalho, relações familiares e momentos de lazer podem se tornar mais difíceis, especialmente durante períodos de maior intensidade dos sintomas. Além disso, por se tratar de uma condição cuja dor não é visível para outras pessoas, pacientes podem enfrentar incompreensão ou ter suas queixas questionadas, o que pode aumentar o isolamento e o sofrimento emocional.

 

A especialista lembra que a fibromialgia é uma síndrome complexa, sem cura, caracterizada por dor difusa, fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldades de memória e concentração, além de sintomas emocionais como ansiedade e depressão. De acordo com a médica, pacientes que não tratam adequadamente a saúde mental tendem a apresentar uma piora significativa da dor.

 

"A intensificação da dor associada à depressão não se limita a um aspecto psicológico; trata-se de uma resposta neurobiológica complexa. É preciso desconstruir a ideia de que a dor seria apenas 'psicológica' e reconhecer o papel direto dos neurotransmissores nesse processo. A fibromialgia é uma condição em que corpo e mente estão profundamente conectados", reforça.

 

Tratamento integrado

 

A relação entre os sintomas físicos e emocionais, portanto, deve ser compreendida de maneira integrada. A presença de ansiedade ou depressão não significa que a dor da fibromialgia seja psicológica. Ao mesmo tempo, sintomas depressivos e ansiosos podem interferir no sono, na disposição e na percepção da dor, tornando importante identificar e tratar essas condições quando presentes.

 

O cuidado com a fibromialgia deve ir além do alívio dos sintomas físicos. A reumatologista ressalta que o tratamento geralmente combina terapia medicamentosa, psicoterapia, atividade física supervisionada e técnicas de manejo do estresse, estratégias que, em conjunto ajudam a melhorar a qualidade de vida. 

 

"Cuidar da saúde mental também é uma forma de prevenir e amenizar a fibromialgia. Isso envolve reconhecer e tratar condições como ansiedade e depressão, buscar acompanhamento profissional quando necessário e adotar hábitos que favoreçam o bem-estar, como uma rotina de sono adequada, atividade física e momentos de lazer. Um cuidado integral ajuda a reduzir a sobrecarga emocional e a quebrar o ciclo em que dor, alterações do sono e sofrimento emocional podem se intensificar mutuamente", orienta a médica.

Equilíbrio Massoterapia e Bem-Estar

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