Samba Viaduto celebra dois anos de resistência e valorização do samba de raiz em Salvador
Projeto, que acontece sob o viaduto da Vasco da Gama, celebra 26ª edição no dia 30 de agosto (domingo), unindo samba e ação social

Da redação
O Samba Viaduto (@sambaviaduto) completa dois anos de trajetória em Salvador e prepara uma edição especial para celebrar a história construída ao longo desse período. A comemoração acontece no dia 30 de agosto de 2026, a partir das 11h30, sob o Viaduto Luiz Cabral, na Avenida Vasco da Gama, em frente à entrada do Ogunjá, espaço que, desde o início do projeto, vem sendo ocupado pela música, pela cultura e pelo encontro entre diferentes gerações. O projeto fortalece o comércio local e contribui para a a economia do entorno. Os ingressos custam R$10 mais 1kg de alimento para doação.
Criado a partir do desejo de manter viva a tradição do samba de raiz e promover a ocupação cultural dos espaços públicos, o Samba Viaduto se consolidou como um ponto de encontro para músicos, artistas, famílias e admiradores da cultura popular. Desenvolvido de forma independente e com forte viés social, o projeto realiza edições mensais, sempre no último domingo de cada mês, e já soma 26 edições, reunindo uma média de 250 a 300 pessoas por encontro.
"Chegar aos dois anos é muito significativo porque mostra que um projeto independente pode criar raízes quando existe compromisso com a cultura, com os artistas e com a comunidade. O Samba Viaduto nasceu para manter o samba vivo e ocupar a cidade, mas, ao longo desses dois anos, ele também se tornou um espaço de encontro, de valorização dos nossos artistas e de construção coletiva. Essa celebração é de todos que fazem parte dessa história", afirma Sheila Barbosa, idealizadora e responsável pela gestão do projeto.
Para a edição comemorativa, a organização prepara uma programação especial com convidados surpresa do seguimento sambístico e reencontros marcantes.
A celebração também reforça o caráter comunitário do projeto. Durante as edições, o público é convidado a contribuir voluntariamente com alimentos não perecíveis, destinados a ações de apoio social. A iniciativa une cultura, entretenimento e solidariedade, ampliando o impacto do Samba Viaduto para além da música.
"Nós transformamos um espaço de concreto em um ponto de encontro, convivência e expressão cultural, aproximando artistas, moradores e público de diferentes gerações.
Dois anos de samba e valorização da cena local
Ao longo dessa trajetória, o Samba Viaduto construiu uma base fixa de músicos formada por Reinaldo Popó (cavaquinho), Washington 7 Cordas (violão), Flavinho (banjo), Elias "Liliu" (marcação), Uelington "Neném Madeira" (tantan), Anderson (reco-reco) e Edmilson (pandeiro).
O projeto também criou o conceito de "Ouros da Casa", dedicado à valorização de artistas da terra e ao reconhecimento dos músicos locais como parte fundamental da cultura e da cena do samba na Bahia. Entre os artistas que já passaram pela roda estão Gal do Beco, Rogério Bambeia, Aloísio Menezes, Beto Wilson, Janilson Pantera, Rose Belo, Carla Lis, Elen Pires, Pati Vinagre, Josy Baianinha, Cota Pagodeiro, Lucimar (Pagode do Lu), Jackson Santana, Jorge Almeida (Nosso Ritmo), Juninho Movimento, Caboquinho, Eduardinho Fora da Mídia, Melodia Costa e Resenha do Duda.
Também já participaram do projeto os grupos Miudinho, Lado C do Samba, Samba de Mesa no Gogó, Samba da Barca, Bando Verde e Verdadeira de Bamba. A roda ainda recebeu artistas de outros estados, como Marquinhos Lima (RJ), Julia Rocha (BH) e PH Mocidade, do Terreiro de Crioulo (RJ), ampliando o intercâmbio entre diferentes cenas do samba.
Pré-aniversário e edição itinerante
Como parte da programação de aniversário, o Samba Viaduto também realiza uma edição itinerante no dia 23 de agosto, na região da Lapinha. A ação marca a retomada do formato itinerante, que já foi realizado pelo projeto em março, ampliando a proposta de ocupação cultural para além do espaço tradicional, sob o Viaduto Luiz Cabral.
"O Samba Viaduto nasceu em um lugar específico, mas a nossa vontade sempre foi fazer o samba circular e chegar a outros espaços. A edição itinerante é uma forma de experimentar essa ocupação em outros territórios e, neste mês de aniversário, também representa a retomada de um formato que já realizamos anteriormente. É muito importante poder levar essa roda para outros públicos e fortalecer essa conexão com a cidade", afirma Sheila Barbosa.




